Ressaca (ou reflexão) pós 4 de maio

Ressaca (ou reflexão) pós 4 de maio

Ontem foi 4 de maio, popularmente conhecido entre os fãs de Star Wars como #MayThe4thBeWithYou. Queria ter participado da comemoração da data, porém não soube muito bem como expressar o meu carinho pela série. Ainda mais depois de ler esse desabafo escrito pela minha amiga Vicky Salles:

O relato é tão sincero e real que incomoda. Acho pouco provável que qualquer outra mulher que leia isso não se veja minimamente refletida. Afinal, crescemos todas acreditando, em maior ou menor grau, que nossa aparência não atende os critérios da sociedade, que precisa ser constantemente cuidada e melhorada.

Refletindo sobre essa situação toda, esbarrei em uma palavra que tem sido muito associada com O Despertar da Força: representatividade. Queria deixar aqui um pensamento sobre o quão complexo é essa questão. Não se resume a brincar de United Colors of Benetton e ter uma pessoa de cada raça e/ou cultura. É mais do que isso.

Precisa ter personagens que pareçam pessoas comum, belezas nos mais variados formatos, tamanhos e peso. Que pareçam reais e saída de moldes variados, que não seja apenas a personificação de fetiches e ideais. Aliás, é só parar para pensar o quão escasso são os personagens com deficiência que fica claro o quanto a ficção precisa se diversificar.

Caberia aqui tranquilamente um puxão de orelha sobre toda a polêmica que o elenco gender bender de Caça-Fantasmas tem gerado. Não cai na conversa que é sobre cansaço de remake ou falta de graça do trailer, isso não aconteceu com filmes como Tartarugas Ninja, Smurfs ou Mogli. Todo o rancor gerado vai além desses motivos citados. Mas, enfim, isso é tópico para outra conversa.

Enfim, fica aí esse tímido exercício de pensamento para quem interessar 🙂

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