4 coisas para amar e 1 para odiar em Rua Cloverfield, 10

4 coisas para amar e 1 para odiar em Rua Cloverfield, 10

Nessa nova fase do blog quero escrever e compartilhar mais minhas experiências no cinema. Só que tem um detalhe, todos esses anos produzindo conteúdo já deixaram uma coisa bem clara: estou longe de ser uma crítica minimamente capacitada. Faltam conhecimentos técnicos, simples assim.

Porém,  me parece justo citar quatro pontos que me impressionaram positivamente e outro que pode desagradar sem correr o risco de me confundirem com o Rubens Ewald Filho. Então, aperte os cintos, prepare a pipoca e partiu opinar.

PARA AMAR:

VOCÊ NÃO SABE NO QUE ACREDITAR

O roteiro misturado com atuações impressionantes te colocam em um estado de agonia sem saber em quem ou o que acreditar. É difícil adivinhar o que acontece na próxima cena e você se pega concordando com um personagem só para discordar totalmente no minuto seguinte. Os personagens são convincentes e foram construídos em camadas. Se você curte uma boa história de suspense, esse é um filme para você. Uma atmosfera de tensão pesada.

ATUAÇÃO DE JOHN GOODMAN E MARY ELIZABETH WINSTEAD

Como foi comentado no ponto acima, as atuações são de cair o queixo. Você pode até não gostar da trama, mas é pouco provável que você não fique hipnotizado com o desempenho do John Goodman, o eterno Fred Flintstone, e da Mary Elizabeth Winstead, a eterna Ramona Flowers. Aliás, aqui vale comentar uma curiosidade. A voz no celular é do Bradley Cooper — encerrando assim a teoria que o noivo é um dos personagens na festa no início do Cloverfield anterior.

Outro adendo importante é o quão sensacional e chutadora de bundas a Michelle, personagem da Winstead, é. A situação que ela passa é extrema e mesmo assim ela consegue contornar os problemas com maestria no melhor estilo Ellen Ripley way of life.

TEM A MESMA SENSAÇÃO DO PRIMEIRO CLOVERFIELD

As conexões com o monstrão destruindo Nova York ainda não estão claras, mas para mim esse segundo filme da série conseguiu emular a mesma sensação que tive com o anterior. Um sentimento de envolvimento, de imersão sem conseguir acreditar que estou vendo algo tão legal ao mesmo tempo que quero sair explorando o universo apresentado.

VAI TER UM TERCEIRO FILME

Grandes chances de sair do cinema querendo ver mais sobre esse universo. A notícia boa é que já estão produzindo um terceiro filme que vai se passar no espaço explicando assim como os alienígenas começaram o ataque na Terra. Deixei a parte com spoiler em branco, selecione para ler por sua conta e risco. Ou seja: YEY! Ah! Outra curiosidade. A mensagem de ajuda tocando no rádio no final do filme, Mercy Hospital, é uma referência direta ao jogo Left 4 Dead.

PARA ODIAR:

PRECISA DEIXAR SE LEVAR PELA HISTÓRIA

Esse ponto também poderia ser descrito como imersão. Esse é um daqueles filmes que te transporta para uma outra realidade e te faz perder noção de tempo e espaço, mas para a magia acontecer precisa se entregar. Precisa esquecer o celular no bolso e simplesmente se deixar levar pela história contada sem ficar julgando.

Uma coisa que reparei na sessão foi um grupo bastante grande de pessoas que estavam mais preocupadas se os acontecimentos eram realistas ou não do que simplesmente viver a experiência. É uma história de ficção. Se você não se deixar levar, vai ser bastante complicado lidar com o final descritivo.

Vale também o aviso que o filme retrata situação de abuso contra mulher (não tem estupro no entanto), isso pode ser desconfortável para algumas pessoas.

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